Livros de negócios e criatividade escritos por mulheres!

Você provavelmente já deve ter reparado que a maioria dos livros de negócios e criatividade no topo dos mais vendidos foram escritos por homens. Então, quando buscamos por referências femininas na área ou ainda, por conteúdos que abordem as vivências das mulheres, é um pouco mais difícil de achar. E pior, quando procuramos entre nossos próprios livros lidos e favoritos muitas vezes percebemos que nem nós mesmas nos atentamos a isso. 

Quando anotei a ideia de fazer esse post, já sabia que nem todos eu teria lido, já que a maior parte dos meus livros escritos por mulheres não são livros de negócios. Nos atentamos menos ainda para a raça e sexualidade, quantas mulheres negras, por exemplo, você já leu falando sobre o assunto?

Ao fazer a seleção para esse post, percebi que eu não li nenhuma, irei mudar isso imediatamente. Mas, aproveitei para compartilhar também os livros que estão na minha lista de desejos e na fila para serem lidos por mim em breve e incetiva-los a fazer o mesmo. Sendo assim, espero que essa lista te ajude a diversificar seu repertório também, afinal, não dá pra gente viver a vida toda lendo dicas só do mesmo grupo privilegiado de pessoas, né? 

7 LIVROS DE NEGÓCIOS POR MULHERES QUE VOCÊ PRECISA LER

Faça acontecer: Mulheres, trabalho e a vontade de liderar (Sheryl Sandberg)

Esse livro nos mostra o cenário da mulher no mercado de trabalho, com vários dados e histórias da trajetória de Sheryl Sandberg – que é bastante envolvente. Apesar das polêmicas por conta do Facebook, sigo recomendando e acreditando que  vale muito a pena a leitura e reflexão. Várias vezes me identifiquei e fiquei com aquele sentimento do tipo “mana do céu, já passei por isso e nem percebi que estava sendo oprimida mais uma vez”. E outras vezes me vi pensando em como posso aproveitar melhor meus lugares de privilégio para fazer mais por outras mulheres. Por exemplo, quando ela diz assim: “Não podemos mudar algo que não percebemos; mas depois que percebemos, não podemos deixar de mudar.” me impactou bastante, entre diversas outras situações. Definitivamente um dos meus livros de negócios favoritos. Sua palestra no TED é um bom spoiler do que você vai ler na obra, caso queira saber um pouco mais do que se trata:

Estúpida, eu? (Camila Coutinho)

Me surpreendi com essa leitura leve e instigante da Camila Coutinho, uma das primeiras e maiores influenciadoras do Brasil. Achei bem “conversa entre amigas”, com muitos toques de vida real e sinceridade, com vários cases de sucesso e fracassos. Confesso que pensei que seria mais um livro cheio de frases prontas motivacionais, ou até mesmo recheado de fórmulas do que fazer na Internet, mas, felizmente, eu estava errada. A Camila compartilha algo mais concretizado, voltado para sua trajetória. E nada mais inspirador do que ler livros de negócios que realmente parecem de verdade, não é mesmo? Por isso curti bastante, mesmo abordando muito o universo da moda –  que é um tema que não sou muito fã e nem mesmo familiarizada. Lá no Instagram compartilhei algumas lições que tirei dessa leitura.

Grande magia – Vida Criativa Sem Medo (Elizabeth Gilbert)

Não existem negócios sem criatividade, né? Por isso juntei os dois temas. Desse modo, não poderia deixar de incluir uma das minhas leituras recentes que me inspirou muito na minha jornada como profissional criativa. Não vou me estender tanto sobre a obra da Elizabeth Gilbert, pois já fiz um post só sobre ela aqui no blog. O livro te ajuda a aceitar e respeitar mais suas ideias, é realmente muito inspirador para qualquer pessoa que deseja criar algo, mas se sente presa em seus medos e crenças limitantes. A autora também tem um TED que se relaciona diretamente com o livro, assista:

Brilhe na sua praia: A bíblia da garota negra (Elizabeth Uviebinené e Yomi Adegoke)

Esse livro, por enquanto, está entre os que eu ainda não li. Estou mega ansiosa para mudar esse status do livro, ele foi utilizado como base durante uma roda de conversa que participei com a Natalia Bovolenta da Wilifa e fiquei encantada com as citações que foram compartilhadas. Além disso, a própria Sheryl Sandberg indicou a leitura dizendo o seguinte: ““Este livro é um presente para qualquer um que queira entender melhor o que as mulheres e meninas negras estão enfrentando – e os tremendos recursos que elas utilizam quando se deparam com o mundão”.

Um pouco da sinopse: “As mulheres negras de hoje já estão fazendo ondas – atualmente estão criando um tipo de tsunami. Da educação ao trabalho e ao namoro, este livro inspirador, honesto e provocante reconhece e celebra os avanços que as mulheres negras já fizeram, ao mesmo tempo em que fornece conselhos práticos para aqueles que querem fazer o mesmo e criar um futuro melhor e visível. […] Brilhe na sua praia é leitura essencial para uma geração de mulheres negras inspiradas a encontrar sucesso em todas as áreas de suas vidas.”

Empreendedorismo feminino: Olhar estratégico sem romantismo (Monique Evelle)

A Monique Evelle é uma das pessoas que mais gosto de acompanhar quando o assunto é negócios e empreendedorismo. Infelizmente também ainda não consegui ler esse livro, mas me comprometo a trazer um post só sobre ele nos próximos meses, sem dúvidas de que irei ler em breve, porque olha essa descrição:

“Em seu primeiro livro, a empreendedora, especializada em negócios sociais, traz aprendizados a partir de relatos pessoais, levando à reflexão sobre o que é gerir um negócio e como ele pode ser positivo para todos no entorno. Monique trata de todos as etapas, das análises de contexto, estratégia e precificação ao relacionamento e comunicação, com dicas de ferramentas e, principalmente, um olhar atento para o que se passa no mundo.”

E ela é a estrela de um dos meus TEDx favoritos! Não deixe de assistir:

Girlboss (Sophia Amoruso)

Esse livro já é bem conhecido entre as indicações de leituras de negócios e empreendedorismo. A história da CEO e diretora criativa da Nasty Gal virou série na Netflix e inspirou muitas mulheres ao redor do mundo. Por já ter visto a série, e gostado bastante, não fiquei muito empolgada para ler o livro depois. No entanto, vejo que muita gente recomenda a leitura dizendo ser mais valiosa do que a série. Mas por enquanto estou satisfeita, então, você escolhe em qual formato quer consumir.

“Além da história de Sophia, o livro cobre vários outros assuntos e prova que ser bem-sucedido não tem nada a ver com a sua popularidade, o sucesso tem mais a ver com confiar nos seus instintos e seguir a sua intuição. Uma história inspiradora para qualquer pessoa em busca do seu próprio caminho para o sucesso.”

O ano em que disse sim (Shonda Rhimes)

Confesso que esse título sempre me assustou, tinha um certo medo de ser motivacional demais e eu, particularmente, não aguento tanta motivação, pois me sinto culpada de não ter um ritmo tão acelerado. Mas, foi só assistindo a palestra da Shonda no TED que percebi o quanto preciso ler esse livro. Ele nem é da categoria de negócios, entra em motivacional e autoajuda, mas nós só somos capazes de fazer grandes e bons trabalhos quando aprendemos a cuidar de nós mesmos, e é isso que a obra propõe. Além disso, o motivo principal dele estar nessa lista é porque foi escrito pela criadora e produtora executiva de Grey’s Anatomy, Private Practice, How to Get Away with Murder e Scandal, ou seja, de criatividade ela entende.

Vamos aumentar essa lista juntes? Indique outros livros de negócios escritos por mulheres aqui nos comentários!

Adeus, tédio! Podcasts maravilhosos para você maratonar

Confira a seleção de programas interessantes presentes na podosfera!

Em 2019, os podcasts bombaram e se tornaram os companheiros perfeitos para quem trabalha sozinho. E ao contrário do que muitos pensam, o formato se diferencia muito de um programa de rádio, afinal, ele não tem um horário certo para ir ao ar – você pode ouvi-lo quando e onde quiser.

Os programas existentes na podosfera podem ser temáticos e contar uma história única ou trazer debates e conversas sobre os mais diversos assuntos. Você pode escolher o título que mais te agrada e dar o play.

Selecionamos seis podcasts que são muito interessantes (sério!) para quem ama o formato. Mas, caso você ainda não tenha se rendido a esse universo, prepare seus fones de ouvido que você vai querer dar o play em ao menos um dos programas indicados.

Um Milkshake chamado Wanda

No podcast do Papel Pop você tem de tudo: notícias, opiniões, fofocas e bom-humor sobre o mundo do entretenimento. Phelipe Cruz, Samir Duarte e Marina Maués transformam esse espaço em uma incrível reunião de amigos.

Conversa vai, conversa vem e você já ouviu cinco episódios do Milkshake mais divertido da podosfera.

Afetos Podcast

O podcast da Gabi Oliveira e da Karina Vieira aborda todos os assuntos que as afeta: dos sentimentos às ações sociais que podem oprimir. Os episódios são disponibilizados toda sexta-feira e buscam humanizar as subjetividades.

Histórias de Mulheres

Com uma referência pop e histórias do feminino, a Lucy Borges, autora do projeto, começou a liberar narrativas para inspirar outras mulheres.

A cada episódio, a Lucy fala sobre uma mulher – seja ela famosa ou anônima, da ficção ou da realidade, que tenha feito um grande feito (seja ele mundialmente conhecido ou apenas uma experiência compartilhável). No fim, ela ainda relaciona todo esse universo com filmes, séries e livros que nos auxiliam a nos ambientar na situação. A primeira temporada das histórias terminou recentemente, e tenho certeza de que a próxima será tão incrível quanto!

Elas com Elas

Feito por mulheres, com mulheres e para mulheres, o podcast é um espaço aberto para o diálogo e para discutir diversos assuntos sob a perspectiva das mulheres. De entrevistas a histórias de brasileiras que estão proporcionando a diferença no mundo: o avanço na luta pela igualdade de gêneros.

“Se fala muito em voto feminino, tendência e consumo feminino, como se houvesse uma homogeneidade, desconsiderando as individualidades e as particularidades. É sobre essas particularidades que a gente [mulheres] vai falar no Elas com Elas”, segundo a descrição do projeto.

O programa tem episódios novos todas às quartas-feiras. Conheçam a Gabriela Mayer e se apaixonem pela condução de assuntos tão importantes do universo feminino – e para além dele também – que ela faz.

Projeto Humanos

Idealizado por Ivan Mizanzuk em 2015, o “Projeto Humanos” é um podcast que busca explorar o storytelling, e muito próximo do universo jornalístico (jornalismo literário). É um formato que exige muito tempo de produção pois a história se encaminha como um documentário – embora dividido em partes – em áudio.

A primeira série de reportagens é intitulada de “As Filhas da Guerra”, dedicada a narrar a história de Lili Jaffe, uma judia iugoslava sobrevivente do Holocausto. Hoje, o Projeto Humanos está na sua quarta temporada em que aborda o Caso Evandro, um dos casos criminais mais chocantes do estado do Paraná e do Brasil. É a primeira temporada totalmente dedicada a um caso criminal brasileiro e é fruto de uma pesquisa de dois anos.

PerifaCon

“Salve, quebrada!”. O universo geek também é discutido pela periferia e o podcast do PerifaCon – iniciativa que fomenta o mundo nerd nas periferias de São Paulo, contribuindo para a quebra de barreiras culturais – te prova isso.

A equipe (Andreza Delgado, Gabrielly Oliveira, Igor Nogueira e Luize Tavares) te recebem nesse podcast para levantar pontes entre as quebradas, os centros; dos negligenciados aos produtores de grandes marcas.

Para entender o PerifaCon escute o episódio piloto.

A podosfera é um espaço enorme e conta com inúmeros programas interessantes e que valem a pena apertar o play. Escute a playlist com alguns episódios selecionados para você se apaixonar.

Espero que gostem das indicações tanto quanto eu adorei selecioná-las! E me conta nos comentários, quais sãos seus podcasts favoritos?

“Grande Magia” um livro para você aceitar sua criatividade

Camila Rech está entre as pessoas que mais me inspiram na Internet, designer que inclusive já entrevistei para o Instagram (confira aqui), por isso, quando ela indicou o livro “Grande Magia – Vida Criativa Sem Medo” eu fiquei empolgada para ler também. Até já tinha comprado o livro antes, mas não tinha iniciado a leitura. Então, comecei, mas sem muita expectativa, para ser sincera nem sabia quem era a autora e até então não tinha lido nada dela. Porém, Elizabeth Gilbert conseguiu capturar minha atenção, não só enquanto lia, mas em todo o período com o livro… me via refletindo sobre as suas ideias sobre criatividade ao longo do dia. Quando terminei, vi o tanto de destaques que tinha feito na minha versão digital e soube que precisaria compartilhar um pouco do que aprendi com a obra, então, trouxe aqui alguns dos meus trechos favoritos.

1. “Você tem coragem de trazer à tona os tesouros que estão escondidos dentro de você?”

Essa frase veio de um diálogo com Jack Gilbert, uma história muito legal que a autora conta logo no início do livro e que me fez pensar muito sobre como eu tenho sido covarde. Muitas vezes eu deixo de escrever, por exemplo — que é uma grande paixão, por medo do resultado, do que as pessoas vão falar e até mesmo de expor demais as minhas relações… (inclusive meus medos estavam todos listados por ela em uma grande lista de medos que impedem as pessoas de levar uma vida mais criativa!). Enfim, deixo tudo guardado a ponto disso me consumir. Não é nenhuma grande lição prática sobre criatividade, mas me faz pensar que eu não quero deixar meus talentos escondidos para sempre, e você?

2. “A maioria das coisas já foi realizada — mas ainda não foram realizadas por você.

Quantas coisas você já deixou de criar, simplesmente porque você sabe que muitas pessoas já estão fazendo algo parecido? Eu mesma posso dizer várias. Inclusive este blog e o Instagram @gavetadefreelancer… “já tem tanta gente falando sobre coisas similares, pra que gastar energia nisso?” eu ficava pensando, mas aí entra em cena também a minha terapeuta que me disse o seguinte: “será que você não está gastando mais energia não criando o que gostaria, do que se tivesse de fato compartilhando suas ideias?”. Então, essas duas reflexões bateram forte em mim e agora tento cortar esse tipo de pensamento assim que ele aparece em minha mente.

3. Você não é um gênio, você tem um gênio!

Esse tópico é o que resume toda a essência do livro e o motivo dele chamar “Grande Magia”, basicamente a autora compartilha uma crença dos gregos e romanos que acreditavam na ideia de um daimon criativo: “uma espécie de elfo doméstico, por assim dizer, que vivia na casa das pessoas e às vezes ajudavam em seus trabalhos. Os romanos tinham um termo específico para esse prestativo elfo doméstico. Para eles, esse era o gênio de cada um.” Em outras palavras, não existe pessoas geniais, mas sim gênios da criatividade espalhados pelo universo que vêm ao nosso encontro com ideias e cabe a nós fazer a nossa parte, aceitar/ouvir essas ideias e colocá-las em prática. Eu amei isso, porque realmente tira o peso da gente buscar ser reconhecido por uma genialidade que talvez nem exista. Elizabeth Gilbert falou sobre isso também em sua palestra do TEDTalks, dá uma olhada:

4. Você atrai e espanta sua inspiração

Esse conceito do gênio também conecta muito com o que nós, criativos, adoramos chamar de inspiração. E Elizabeth Gilbert fala algumas coisas muito interessantes sobre isso também. Em um trecho ela diz: “todo dia há novas e maravilhosas ideias à procura de colaboradores humanos. Ideias de todos os tipos estão sempre galopando em nossa direção, sempre passando por nós, sempre tentando chamar nossa atenção. Mostre a elas que você está disponível.” Em determinado momento, ela inclusive fala sobre se arrumar e atrair a criatividade, conversar com o seu gênio, chamar sua atenção e mostrar que está fazendo sua parte. Vale a pena compartilhar também outra citação em que ela nos responsabiliza dizendo o seguinte: “Toda vez que reclama de como é difícil e cansativo ser criativo, a inspiração se afasta um pouco mais de você, ofendida.” Tá na hora da gente parar de espantar nossa parceira, não é mesmo? Aceite e crie um relacionamento amigável com a sua criatividade.

5. O que você ama fazer?

Pergunta atrativa, no entanto, essa não é a questão certa, mas sim “O que você ama fazer o suficiente para conseguir suportar os aspectos mais desagradáveis do trabalho?”. Esse é um pensamento de um escritor chamado Mark Manson que reflete sobre a romantização das profissões. Quantas vezes a gente já ouviu que devemos fazer o que a gente ama, e que se fizermos isso não será trabalho? Algo que nos deixa enlouquecidos quando chegamos no ponto de finalmente conseguir trabalhar com aquilo que amamos e perceber que ainda é trabalho, entende? Por isso essa pergunta me deixou muito mais aliviada, porque de fato, hoje eu amo meu trabalho suficiente para suportar as partes chatas. E buscar e aceitar isso é muito mais tranquilo do que ficar nessa eterna jornada de encontrar algo que seja completamente perfeito e incrível o tempo todo. 

No livro tem muito mais que isso, obviamente, foi até difícil selecionar o que compartilhar e não fazer desse post um cópia resumida. Eu adorei a leitura, é um livro de autoajuda que de fato me ajudou e me deu um gás. Sendo assim, recomendo muito que vocês leiam também, independente da sua área. 

Alguém aí já leu? O que achou? Me conta nos comentários! Se você ainda não leu e ficou interessado, compre através do meu link de afiliada da Amazon e ajude a manter este site.

O que eu aprendi sobre escrita criativa com Margaret Atwood

Se você quer escrever uma história e não sabe como começar, leia este post até o fim! Faz muito tempo que desejo escrever algum livro ou conto, mas nunca soube como dar os primeiros passos. E, por trabalhar com marketing, sinto que todos os meus textos já seguem um formato muito digital. Por isso, eu estava buscando por algum curso para escritores iniciantes quando ganhei de presente de um dos meus clientes o acesso ao Masterclass

A plataforma disponibiliza uma série de aulas sobre diversos temas e com diferentes profissionais. São muitos assuntos, desde empreendedorismo até culinária e com personalidades muito conhecidas internacionalmente como RuPaul, Shonda Rhimes e Margaret Atwood. Fiquei muito grata e para começar, escolhi o curso sobre escrita criativa com a autora da tão aclamada série “The Handmaid’s Tale” (O Conto da Aia). Para mim, essas aulas foram muito boas, era exatamente o start que eu estava precisando.

Margaret Atwood ganhou meu coração e me fez colocar vários dos seus livros na minha lista de desejos. Então, se você também quer trabalhar com a escrita, tem vontade de contar alguma história, mas não sabe como começar… leia as dicas que vou compartilhar aqui. Espero que te ajude e te inspire tanto quanto me inspirou. Confira 7 lições sobre escrita criativa que aprendi com a Margaret Atwood.

1 – “Ideias não vêm do nada. Quanto mais você trabalhar em algo, mais ideias vão surgir.”

Logo nos primeiros vídeos, a autora fala que ela não funciona se começar a escrever uma ideia diretamente. A recomendação é que a pessoa comece fazendo uma imersão. Pense nos personagens, vozes, cenas, objetos e a partir disso surge a história. No caminho vá revisando e inserindo outras ideias que surgirem e que faltaram para tudo fazer sentido.

2 – “Uma pessoa é o que acontece com ela”

Uma lição muito valiosa para mim foi entender a importância de eventos. Ela diz que “uma história precisa de uma quebra de padrão para continuar. Se tudo for perfeito o tempo inteiro, não tem história”. Mais tarde a autora também compartilha essa reflexão que somos o que acontece com a gente, sendo assim, as ações dos personagens são reflexos do que já aconteceu com eles também. Na aula Margaret deu um exemplo interessante, se seu personagem está afundando no Titanic, será alguém que tenta somente salvar a si ou corre para ajudar outras pessoas? Deixe isso bem nítido para o leitor na construção dos seus personagens.

3 – Conheça seus personagens

Qual o aniversário/signo, quem são os amigos, quais foram as experiências traumáticas, obsessões, hobbies… para sua história fazer sentido, seus personagens precisam ser coerentes e bem construídos. E esse tópico se conecta diretamente com o anterior, sabendo quem seu personagem é você vai saber também como sua criatura vai agir diante das situações que surgirem durante sua história.

4 – A importância das 5 primeiras páginas

A primeira página é uma porta de entrada, leia o que escreveu e reflita: se você encontrasse seu livro na livraria, compraria pelo que está lendo nas primeiras linhas? Pode ser também que o seu verdadeiro começo só apareça depois que você escrever muito ou tudo. Por exemplo, se depois de muito escrever você perceber que o real início está na página 25, ela indica que você traga isso para a primeira página. Eu adorei essa reflexão que a escritora propõe. Margaret também recomenda que você não carregue as cinco primeiras páginas com muita informação, guie o leitor para que ele queira continuar nessa jornada com você.

5 – Leia seu texto em voz alta

Às vezes colocamos muitas palavras com sons parecidos juntas e isso dificulta a leitura. Desse modo, a autora recomenda que a pessoa que estiver escrevendo, leia em voz alta para perceber esses detalhes. E caso tenha muitos sons repetidos, tenha certeza que você está fazendo isso com propósito. Esse aprendizado eu já estou aplicando para todo texto que escrevo, inclusive este. Não era um hábito da minha rotina produzindo conteúdo, mas realmente faz muito sentido.

6 – Revise bastante e peça para alguém ler sua história

Margaret Atwood sempre repete a importância de revisar ao longo do processo. Rever os detalhes, as informações sobre época, as atitudes dos personagens, etc. Outra dica da autora para esse processo de finalização é imprimir o conteúdo pronto e ir revisando com uma régua linha por linha. Ao lado, tenha a versão digital para pesquisar também palavras e verificar repetições. Depois disso, peça para leitores selecionados lerem sua história. A autora recomenda que não sejam pessoas do mercado editorial e que sejam leitores apaixonados.

7 –  Entenda o que você é capaz de fazer hoje e faça!

Todas as habilidades como, por exemplo, definir o tipo de estrutura que você irá contar uma história, só serão adquiridas se você começar. Esse foi um ensinamento que ela foi reforçando ao longo de todas as aulas. Comece, pratique e desenvolva sua escrita. Questione: “o que eu sou capaz de fazer hoje?” e faça! “Se você está começando, apenas faça de um jeito simples e conte sua história.” Isso pode até ser clichê, mas foi muito motivador ouvir uma grande autora repetir isso tantas vezes, eu posso só começar e quem sabe um dia terei algo para compartilhar. Sem iniciar, isso nunca vai sair do lugar de sonho e desejo.

BÔNUS: escreva no papel!

Essa é uma lição bônus e bem desafiadora. Uma das coisas que Margaret Atwood mostrou do seu próprio trabalho foi que, em diversos casos, ela escreveu à mão. E isso é uma ideia ótima, mesmo que dê mais trabalho, porque você consegue aprimorar o seu processo e não sair apagando tudo, como fazemos no digital. Se você escreve uma frase, por exemplo, que não gosta muito e só risca ela, pode ser que em outro momento aquela citação faça sentido e você consegue resgatá-la em suas anotações. A autora mostrou rascunhos de quando estava escrevendo “O Conto da Aia” e como pôde reformular a estrutura e ideias porque tinha tudo registrado. Maravilhosa!

Gostou das dicas? Me conte nos comentários o que achou e se eu fizer mais cursos, trarei novamente meus aprendizados aqui.

Entrevista: Juliana Rodrigues – Produtora Editorial

O objetivo da criação da Gaveta de Freelancer sempre foi criar uma comunidade onde pudéssemos trocar experiências. Desse modo, nada mais legal do que trazer mais pessoas para acrescentar com suas histórias aqui também. A primeira entrevista que fiz foi com a Camila Rech, designer e criadora de conteúdo, e está lá no nosso Instagram, clique aqui para acessar.

E hoje vou conversar com a Juliana Cury Rodrigues, produtora editorial e criadora do “Algo Novo – Editorial” – projeto criado para compartilhar criações e conteúdos editoriais, contando mais sobre os bastidores da profissão e dos seus trabalhos. Com vasta experiência como freelancer e em produção editorial, ela vai compartilhar aqui histórias e dicas que a ajudaram durante os últimos anos conciliando trabalho fixo com os freelas.

1) Há quanto tempo você trabalha como freela?

Meu primeiro trabalho como freela foi em 2014 e continuei atuando desde então. Dei algumas pequenas pausas ao longo dos anos por motivos diversos, mas já são 6 anos na ativa hahaha. Agora, em plena quarentena, decidi que era hora de dar nome e personalidade para essa parte tão importante e especial da minha carreira profissional. Por isso, criei a @algonovoeditorial, um perfil para falar sobre o mercado editorial e também mostrar o meu trabalho.

2) Você tem trabalho fixo, certo? Conta um pouco sobre o motivo de você fazer freelas também.

Tenho sim! Eu comecei com os freelas logo depois de terminar o meu primeiro estágio e aí continuei fazendo mesmo depois de começar em outros empregos porque eu gosto mesmo hahaha. Hoje o meu trabalho fixo não é diretamente ligado à produção editorial, então eu faço os freelas principalmente porque amo fazer parte de projetos assim.

3) Quais os principais tipos de trabalho como freela para quem trabalha com produção editorial?

No mercado editorial, quase todas as etapas da produção de um livro são passadas para freelas na grande maioria das editoras. Os principais trabalhos são preparação, revisão, batida de emendas, capa e diagramação.

4) Qual foi/é a sua maior dificuldade?

Eu sou uma pessoa muito organizada. Mas, apesar disso, eu não tenho uma boa gestão do meu tempo. Então muitas vezes trabalho em horários nos quais gostaria de estar dormindo hahaha. O meu maior desafio é organizar corretamente meus horários de trabalho e descanso.

5) Qual seria sua principal dica de organização para quem tem trabalho fixo e também faz freelas?

Focar uma coisa de cada vez. Durante o horário comercial, eu foco totalmente no meu trabalho fixo. Ao decorrer do dia chegam várias mensagens e e-mails dos freelas, mas eu paro para responder no almoço ou no final do expediente. Não dá certo ficar dividindo a atenção a todo momento, então o melhor é ver uma coisa de cada vez e cada uma no seu tempo.

6) Que dica você dá para aumentar a cartela de clientes?

Não é nenhuma dica revolucionária, mas é sempre bom lembrar: mostre o seu trabalho, bota a cara no sol! Um dos meus maiores clientes me achou via Facebook depois de ver um livro bonito na livraria e encontrar o meu nome na página de créditos. Então coloque seu nome em tudo que você fizer, divulgue o seu trabalho, conte para os amigos. Resumindo: seja o seu maior fã hahaha.

7) Qual você acha que é a maior vantagem de ser freela?

O que eu mais gosto é a variedade de projetos. É muito difícil cansar dessa vida porque você está sempre trabalhando em algo novo, com pessoas diferentes etc. Então é sempre uma nova experiência!

8) Qual a maior desvantagem pra você de ser freela?

Para mim é a instabilidade do salário, algo que não me afeta porque eu tenho um emprego fixo. Mas para viver de freela é preciso ser bem organizado financeiramente pois a gente nunca sabe a realidade do próximo mês.

9) Qual a sua principal dica para quem quer trabalhar como freelancer?

Não tem como não ser clichê aqui, me perdoem: tenha paciência e estude/treine bastante. Não é da noite pro dia que a gente fica bom no trabalho e consegue uma cartela imensa de clientes. Quando eu olho os trabalhos que fiz alguns anos atrás, tenho muito orgulho, mas também vejo o quanto de coisa eu já melhorei até aqui. Ganhar experiência e confiança (em si mesmo e dos outros) é um processo ❤

10) Compartilhe uma dica de leitura/filme/série que tenha inspirado você na sua carreira

A minha última inspiração foi o livro “Faça boa arte” do Neil Gaiman. É um discurso que ele fez e foi transformado em livro. Uma leitura de 20 minutos que valem muuuuito a pena! Se você preferir, também pode assistir o discurso no YouTube.

Gostaram da entrevista? Acompanhem o trabalho da Juliana, e deixem aqui nos comentários sugestões de outras pessoas que poderiam participar desse quadro do blog.

10 dicas essenciais para quem quer começar a ser freelancer

Você quer fazer freelas, mas não sabe como começar? Então você está no lugar certo! Neste post eu vou compartilhar com você as principais dicas para ser freelancer. Olha, eu demorei mais de um ano para aprender, então, meu anjo, isso aqui é um tesouro de experiência. 

Leia tudo e não demore tanto tempo, como eu demorei, para colocar tudo em prática! Tenho certeza que isso vai ajudar muito no seu trabalho e objetivo de começar a ser freelancer. Seja para complementar a renda ou para viver de freelas, combinado? Espero que dê tudo certo. 

1) Avisa todo mundo que você é freelancer

Photo by Volodymyr Hryshchenko 

A minha primeira dica não poderia ser diferente, se você quer começar a fazer algum trabalho autônomo, precisa contar para todo mundo. Quem está do nosso lado pode nos ajudar a encontrar essas oportunidades de forma muito mais rápida.

Seus amigos e amigas podem ajudar te marcando nas vagas que passar nos feeds das redes sociais deles; seus colegas de trabalho podem te indicar para outros contatos profissionais; seus professores também podem compartilhar vagas com você. Ou seja, quanto mais gente souber, maiores as chances de te recomendarem trabalho e, consequentemente, te contratarem.

Então, não tenha vergonha de você precisar de algo, de pedir ajuda e indicação. Tem gente que enxerga seu talento e vai te ajudar a começar. Se eu tivesse fingido que minha vida estava ótima, com medo das pessoas me julgarem ou rirem de mim, eu não teria conseguido várias oportunidades incríveis.

2) Faça pequenos trabalhos

Photo by Paper Textures

Meus dois primeiros trabalhos como freelancer aconteceram praticamente juntos e ambos servem de exemplo para “pequenos” trabalhos. Um era para escrever em um site adolescente, um projeto bem legal, mas que a remuneração era bem baixa. Aceitei na hora, era algo para divulgar com meu nome e fazendo 12 textos por mês para eles, eu conseguiria pagar a mensalidade de um notebook melhor para pegar outros freelas. 

O outro, também foi uma amiga do trabalho que me indicou. Dessa vez para um cliente que queria alguém para responder comentários nas redes sociais. Algo que dava até para fazer pela empresa que eu trabalhava na época, mas, apesar de comentar com a minha chefe, foi visto por ela como muito pequeno e sem “valor”. Então, a própria me autorizou fazer como freela, se eu quisesse. Tcharam! Um freela que abriu as portas para vários outros trabalhos para esse mesmo cliente. 

Por essa razão sempre falo: aceite tudo o que puder, que estiver dentro dos seus limites de tempo e conhecimento. Isso vai abrir portas, te dar experiência, conexões e gasolina para continuar buscando o que você realmente quer. Não importa se é algo “pequeno”, desde que te ajude a continuar trilhando sua trajetória.

Tem uma frase da Chimamanda que explica bem isso: “Nem precisa gostar do seu trabalho, você pode apenas gostar do que seu emprego faz por você”. Eu tenho vários trabalhos que são considerados pequenos para outras pessoas, mas pra mim são gigantescos, porque me permitem continuar.

3) Crie uma lista de serviços que você pode oferecer

Photo by Vlad Sargu

Faça uma grande lista com tudo o que você consegue entregar, desde as coisas que sabe mais, até aquelas tarefas que você “quebra um galho”. Minha lista é mais ou menos assim: redação, estratégia para redes sociais, conteúdos para as redes sociais, artigos para blogs, planejamento para blog, vídeos legendados, imagens, interação com público, etc.

Além de ser uma forma de autoconhecimento profissional, listando tudo, você consegue visualizar o tamanho do seu potencial. Tudo o que você já sabe fazer e o que você ainda pode se desenvolver mais. Também dá pra começar a entender quais são os serviços com maior possibilidade de atrair clientes, quais tomam menos tempo e trazem maior retorno… etc.

E uma dica complementar é estudar muito para desenvolver as habilidades não tão bem desenvolvidas e claro, abrir o leque dentro da sua área. Quem é freelancer sabe que, muitas oportunidades diversas podem surgir com um mesmo cliente. Você pode ser especialista em algo, e ter trabalhos complementares. Quanto mais você souber, mais coisas você vai fechando.

4) Pesquise e defina seus preços de freelancer

Photo by StellrWeb

Essa é uma das tarefas mais difíceis e mais importantes. Entender quanto custa o seu trabalho é fundamental. É importante que desde o começo você já pesquise e defina o valor de cada serviço e seu valor por hora também. E assim, quando pedirem orçamento, você já vai ter isso muito mais rápido e padronizado. 

Esse foi um dos meus maiores erros de iniciante! Eu acabava cobrando muito por projeto e dava bastante desconto quando o cliente fechava muitas coisas. Mas, depois de um tempo, isso pode diminuir ou aumentar e fazer com que você fique com uma carga de trabalho desproporcional pelos valores acertados. 

Esse erro me atrapalha até hoje, com os clientes mais antigos. Mas é vivendo e aprendendo, sendo assim, crie sua tabela de preços. Esse assunto é bem complexo e não é o tema principal desse post, desse modo, dá uma lida neste artigo da Rock Content que vai te ajudar.

5) Divulgue seus trabalhos e projetos

Photo by Pablo Martinez 

“Mas Camila, eu já avisei todo mundo”. Sim, mas o objetivo aqui é diferente. No primeiro momento, você avisou meio que pedindo aquela força. Tipo, “gente, me dá uns jobs aí”! Neste tópico a dica é divulgar tudo o que você já fez de legal nessa vida e mostrar que você domina o que faz. Ou seja, mostrar seu portfólio e também criar conteúdo relevante que dê autoridade para você como profissional. Lá no Instagram @gavetadefreelancer eu compartilhei dicas de conteúdos que você pode criar, vou deixar a listinha aqui também, mas confira as dicas de cada tópico lá no post.

  • Compartilhar novidades da sua área
  • Indicar filmes, livros e séries que goste e tenha aprendido sobre o que você faz
  • Mostrar os processos do seu trabalho
  • Indicar as ferramentas que você usa
  • Dividir seus sentimentos, dúvidas e fragilidades

6) Use sites para encontrar novas oportunidades

Photo by Sebastian Banasiewcz 

Eu confesso que ainda não consegui nenhum trabalho através desse tipo de site, então, fica difícil argumentar muito. Todos os meus clientes vieram de indicações, então, não cheguei a testá-los. No entanto, acredito que seja super válido se cadastrar e tentar conquistar novas pessoas através de sites que conectam clientes com prestadores de serviço. Como por exemplo o Workana e 99Freelas. Lembrando também que você pode procurar vagas para freelancers em redes tradicionais como o próprio LinkedIn e o Vagas. Além disso, tem vários grupos no Facebook que podem te ajudar. Dá uma procurada de acordo com o seu nicho, conheço alguns como Feministrampos, Publicidade e Jornalismo – Vagas P/ Profissionais, Indique uma preta, e Vagas Marketing, Publicidade e Comunicação.

7) Faça prospecção de clientes e ofereça seu trabalho

Photo by NEOSiAM 2020 

Além de aparecer e marcar presença nas redes sociais e sites com oportunidades de emprego, é importante você ir atrás dos seus possíveis clientes. Até você ser uma pessoa muito requisitada, tem um longo caminho, não é mesmo? 

Bom, e como fazer isso? Algumas dicas rápidas: procurar por empresas e perfis no Instagram que você gostaria de trabalhar; buscar no Google por comércios próximos à você; stalkear o concorrente dos seus concorrentes (por exemplo, se um colega seu presta serviços para uma loja de plantas, pode ser que você consiga oferecer para outra loja de plantas o seu serviço, mostrando o que o concorrente dela anda fazendo…), etc. 

Faça uma busca e liste possíveis clientes e depois, é só entrar em contato oferecendo seu job, mostrando seu portfólio ou currículo. 

8) Tenha um modelo de contrato validado por advogados

Photo by Markus Winkler 

Mesmo trabalhando quase sempre com indicações, eu já tive alguns problemas por não ter contrato assinado. Bem no começo como freelancer, tive que deixar alguns trabalhos fora do portfólio por não ter contrato com o cliente, e isso me prejudicava bastante, afinal, eu não tinha muita coisa para mostrar. Sendo assim, um dos meus conselhos mais preciosos é buscar por um modelo de contrato para o seu tipo de trabalho (tem muita coisa disponível gratuitamente, é só dar um Google), adaptar e, se possível, validar com um advogado. Mesmo que no começo você não possa tirar suas dúvidas com um profissional, use um pronto para garantir o pagamento na data certa e também os direitos autorais do seu trampo. Tem muita gente que não dá bola, mas eu acredito que vale muito a pena. Até para profissionalizar direitinho seu serviço. E quando um cliente resistir muito em assinar, pode esperar que vem problema, viu?! 

9) Abra o MEI 

Photo by Joanna Kosinska

Se você realmente que abrir muitas portas, vai precisar ter um CNPJ. Eu sei que isso também gera um gasto mensal que num primeiro momento você pode não ter como pagar, mas, assim que possível, faça esse investimento. 

Você só poderá prestar serviço para empresas se emitir nota fiscal, ou seja, é ter o CNPJ e o melhor caminho é sendo MEI (pelo menos enquanto você não atingir o valor máximo da categoria). É bem rápido e simples de abrir sua empresa, só acessar o Portal do Empreendedor e se cadastrar.

10) Faça freelas paralelamente ao seu trabalho

Photo by Jakub Dziubak 

Por fim, uma dica que não vai se aplicar a todos, mas que eu recomendo a quem puder fazer. Se você está sem trabalhar, obviamente já deve começar a procurar pelos seus freelas e ocupar seu tempo com os projetos que surgirem. Mas, caso você ainda tenha um trabalho formal, tente conciliar inicialmente com os freelas. 

Na minha transição, eu fiquei 3 meses trabalhando com freelas e no meu trabalho CLT. Na época eu virava noite trabalhando, ia até as 3h da manhã e acordava às 06h pra ir para empresa. Não era saudável, foram muitas xícaras de café e energético, mas foi por pouco tempo. O foco era conseguir comprar um notebook para garantir que eu pudesse atender mais trabalhos no futuro. Então, juntei uma parte e dei de entrada, e o restante parcelei.

Quando eu comprei o notebook, comecei a negociação no meu serviço, vi que não ia conseguir o salário que eu queria na época (eu tinha sido efetivada, mas ganhava o mesmo que quando era estagiária na mesma empresa). Felizmente, os freelas logo superaram o valor que eu recebia lá, então, foi hora de dizer adeus e começar minha jornada. Enfim, resumindo, não larga tudo de uma hora pra outra. Mesmo sendo difícil, ter planejado minimamente o que fazer e ter tido calma e paciência foi essencial para eu não surtar.

Ufa! Gostaram das dicas? Eu espero de verdade que ajude você que está começando. Seja bem-vindo à essa comunidade de freelovers e continue acompanhando o blog, lendo os outros artigos e trocando ideias com a gente. Deixa nos comentários a sua dúvida ou dica sobre ser freelancer.

Trabalhar de casa? O que eu aprendi em mais de um ano de home office!

Estou completando um ano e seis meses de home office. Depois de ter saído da empresa que eu trabalhava, que ficava há duas horas de distância da minha casa, eu passei por várias fases e desafios do home office. Desde a ter muita gente na mesma casa, até morar sozinha. Então, acredito que minha experiência pode ajudar um pouquinho quem tiver começando a trabalhar em casa também! 

Em primeiro lugar, acho que é válido explicar brevemente meu trabalho. Apesar de ser freelancer, eu tenho alguns trabalhos recorrentes (sou social media, além de redatora) e geralmente essas demandas são fixas por um período de três a seis meses. Apesar de ter algumas mudanças no meio do caminho, elas costumam ser pequenas. Ou seja, isso já facilita muito minha vida, pois eu consigo montar uma rotina e programar praticamente o meu mês inteiro. Mas calma, que mesmo se esse não for seu caso, tenho certeza que as dicas aqui ainda serão válidas, ok? Vamos lá!

Tenha um horário de trabalho

Foto: Burst

A minha primeira grande dificuldade foi encontrar qual seria o meu horário de trabalho. Nos primeiros seis meses isso simplesmente não existia, eu trabalhava o tempo todo. Acordava trabalhando e ia dormir trabalhando. Eu aceitava absolutamente todos os trabalhos que apareciam, com medo de perder oportunidades e ganhar pouco dinheiro (se fosse menos do que eu ganhava na empresa, eu ia me sentir extremamente culpada, mesmo sem precisar tanto na época). Enfim, diversos fatores pessoais me fizeram entrar nessa armadilha de workaholic (viciado em trabalho) que muitos que trabalham de casa acabam caindo. 

Depois de um tempo, decidi tentar entrar no ritmo brasileiro de novo: trabalhar das 8h às 17h30. E o fluxo melhorou muito, comecei a voltar a ter vida. Como eu morava com muitas pessoas, eu precisava me encaixar na agenda deles também, então seguir o horário geral funcionou por um tempo. Mas, a principal dica é: entender o seu próprio horário de produtividade. Tudo só começou a realmente funcionar quando eu respeitei meu corpo. Isso porque eu odeio acordar cedo e sou zero produtiva no período da manhã, e também não funciono depois das 23h. Agora, morando sozinha, posso colocar isso em prática, então, costumo trabalhar das 14h às 22h.

Descobriu seu melhor horário, dentro das suas condições? Respeite-o. Não adianta nada você criar seu horário e não obedecer. Ter uma rotina ajuda muito na sua produtividade! Se você tem menos trabalho, pode definir menos horas, mas ter esse período definido fez muita diferença pra mim.

Respeite seus fins de semana e férias

Foto: Mollie Sivaram

Agora que você já tem o seu horário, é importante você também respeitar suas folgas. Como eu disse no tópico anterior, no começo da minha vida de home office eu trabalhava o tempo todo, e isso também acontecia aos finais de semana. Infelizmente, isso era um péssimo hábito que eu já fazia com meu trabalho formal. Eu levava pra casa algumas coisas para adiantar aos finais de semana. Então, foi difícil entender que esse período era para de fato descansar. 

Não sei com vocês, mas quando eu fazia isso eu me sentia péssima. Parecia que eu era a pessoa mais improdutiva do mundo por não conseguir finalizar tudo a tempo de descansar. Por isso, eu comecei a rever minhas prioridades, recusar trabalhos – quando não tinha tempo disponível, e diminuir a ganância desnecessária. Desse modo, depois que eu comecei a ter pelo menos um dia de descanso para pelo menos ver um documentário, e eu vi uma diferença enorme no meu nível de produtividade e criatividade. Percebi que meu corpo e mente precisavam muito disso, mesmo que meu computador estivesse ali na minha frente. 

Essa transição aconteceu aos poucos, comecei parando no sábado e trabalhando de domingo a sexta. Posteriormente, consegui me organizar melhor e finalmente ter os dois dias de folga – na maioria das vezes. Obviamente que pode acontecer de precisar suspender isso em um fim de semana ou outro, mas o importante é lembrar de descansar e recompensar isso em outro dia da semana caso seja necessário.

Escolha um método de organização

Foto: Breakingpic

Outra coisa que eu precisei adaptar não só como home office, mas também como freelancer e trabalhadora independente, foi o método de organização. Afinal, quando a gente está dentro de uma empresa, na maioria das vezes, seguimos o que os gestores decidem. Então, se você está trabalhando de casa e para outra empresa, talvez isso não seja uma questão tão forte pra você. No entanto, eu precisei me aventurar um pouco para descobrir o melhor método para eu não me perder nas tarefas.

Primeiro tentei o Trello, que já era usado no meu trabalho formal. Não deu certo, acho que funciona muito bem para equipes, mas só pra mim não fazia muito sentido. Tentei alguns aplicativos também e não curti. O que funcionou melhor pra mim foi o papel. E depois de alguns testes no papel, defini que minha organização seria semanal, faço um grande checklist de tudo o que tenho que entregar. Simples e funcional, não gosto de nada que me dê mais trabalho para realizar meu trabalho. Parece pequeno, mas ter um método de organização adequado a suas necessidades, sejam elas recorrentes ou pontuais, faz toda a diferença. Isso diminuiu meus trabalhos atrasados, as noites acordadas para finalizar algo para o dia seguinte, e etc. Só por ter encontrado um jeito eficiente para o que faço.

Não confunda flexibilidade com falta de organização

Foto: Kaboompics

Esse foi o aprendizado mais recente, e mais difícil até de entrar na minha cabeça. O fato de você estar em casa e poder parar a qualquer hora do dia pra resolver uma coisinha aqui e outra ali, pode ser um desastre se você não souber administrar a sua flexibilidade. Muita gente mistura isso com falta de organização. Eu confesso que eu parava muito no meio do meu trabalho, ia fazer a sobrancelha, limpeza de pele, no supermercado… tudo coisa de 20 minutinhos, sabe? E isso me fazia perder a noção real de tempo de trabalho, consequentemente o tempo pessoal também. Além disso, eu interrompia muito minhas tarefas e bagunçava tudo. 

Então, comecei a mudar isso. Tudo o que era possível, eu marcava e fazia fora do meu horário de trabalho. E se eu tivesse que fazer algo, por exemplo, de manhã, eu trabalhava no período da tarde. Tomei esse cuidado com o máximo possível de coisas. Nada de lavar a roupa no meio do trabalho, só se for no seu horário de almoço, kkk! Se você trabalha durante o dia, faça a comida a noite e já deixe pronta para o dia seguinte também. Entre outras coisinhas, faz sentido isso pra você? Isso ajudou muito na minha rotina trabalhando em casa, atualmente eu consigo respeitar muito isso e mantém minha vida pessoal e profissional muito mais equilibrada.

Crie um ambiente e ritual de trabalho

Foto: Marcelo Chagas

Essa é a dica mais clichê e verdadeira… meu cérebro precisa entender que é hora de trabalhar. Por essa razão, eu sempre me preocupei em ter um ambiente de trabalho. Exemplo, se possível, ter um cantinho de trabalho (uma mesa na sua sala ou quarto), e ter itens ao redor que me auxiliam no que preciso, tipo, minha garrafa d’água, caderno de organização, calendário com o planejamento do mês, etc. Outra coisa é ter uma rotina antes de começar, então, se você trabalha no período da manhã, a rotina pode ser: acordar, escovar os dentes, tomar café, meditar, trocar de roupa e começar. Quando a gente trabalha fora, costumamos fazer algumas dessas coisas, pois precisamos sair de casa, então, é muito bom ter um ritual antes de dar início no seu dia em casa também.

Enfim, esses foram os meus aprendizados/ensinamentos/dicas para quem também vai trabalhar em casa. Gostou? Acrescentaria mais alguma coisa aqui?

Os Insights mais legais do curso “Hackeando a Dobra”

Diversas empresas liberaram, durante essa quarentena, cursos online gratuitamente em suas plataformas. Rock Content, Senac, Sebrae, FGV, Faber Castell e a Dobra. Para quem não conhece, a Dobra é uma empresa brasileira que vende produtos feitos de um material parecido com papel, tipo sapatos e carteiras. Já comprei uma carteira deles, que ganharam meu coração com um post-it (um recado fofo na entrega do produto), e por conta disso, comecei a acompanhar a marca no Instagram. Vi várias ações incríveis, uma comunicação muito legal e criativa. Por isso, sempre quis fazer o curso “Hackeando a Dobra” que mostra os bastidores de como eles se estabeleceram no mercado. Então, não podia perder a oportunidade de consumir esse conteúdo.

O curso traz muitos conceitos e ideias principalmente sobre o modelo de negócio de uma startup, marketing digital e gestão empresarial. Acho muito válido para quem quer abrir ou já tem uma empresa e para quem quer ter um negócio consciente. Separei algumas coisas que anotei durante o curso pra compartilhar aqui, mas lembrando que isso foram insights meus, e não é o material próprio do curso. Na plataforma eles disponibilizam todos os slides, as referências usadas e dão os créditos corretamente de onde tiraram cada ideia. Não deixem de conferir diretamente com eles.

1) Propósito acima de tudo, lucro é consequência

Uma das coisas mais legais do curso da Dobra é tudo o que eles falam sobre propósito. Um dos conceitos apresentados é o PTM (Propósito Transformador Massivo), é ele quem deve guiar todas as decisões da empresa. Mesmo já tendo em mente a importância de ter um propósito, isso ficou muito mais concreto durante o curso com as explicações e referências que eles deram. E uma sacada que eu curti bastante também foi: o propósito pode se transformar, crescer e evoluir. Isso me fez refletir bastante, até no lado pessoal!

2) A lógica da abundância

Definitivamente um dos ensinamentos mais enriquecedores foi o conceito que eles apresentaram sobre abundância, que vai diretamente contra contra a prática da escassez. Basicamente, o fluxo seria assim: tem pra todo mundo → acredito que vai ter → colaboro pra criar → aumenta o fluxo → o custo diminui  → incluímos quem não tem pra pagar. Completamente o oposto da escassez. Isso tudo fez ainda mais sentido nesse momento que estamos vivendo, em que muita gente quer estocar coisas. Vale muito a pena refletir sobre isso. Esse vídeo é um bom spoiler do curso, dá uma olhada:

3) Colaboração é muito mais importante do que a competição!

Várias coisas que eles falam têm a ver com colaboração, e isso me abriu os olhos para muitos caminhos. Um dos destaques de ações da Dobra é que eles disponibilizam gratuitamente o modelo da carteira deles aberto para que qualquer pessoa consiga reproduzir. Claro que os concorrentes se aproveitam disso (vou comentar mais depois), no entanto, eles conseguiram gerar um impacto super legal através de uma ação tão “simples”. 

Como? Eles ajudam quem não tem dinheiro, a pessoa – mesmo não comprando – entra para a comunidade da marca, testa o produto e, além disso tudo, eles ajudaram projetos sociais permitindo que reproduzissem o modelo da carteira para vender e arrecadar grana. Foda, né?!

4) Comunidade x Multidão

O curso também explica bem o conceito de comunidade, que está tão em alta atualmente. O tema é bem abordado, e dá pra compreender de uma forma muito simples, se liga.

Comunidade: equipe, clientes, fãs e fornecedores.

Multidão: todos fora da comunidade. 

O objetivo deve ser transformar a multidão em comunidade. E cuidar muito bem dessa comunidade, claro!

5) Empresa consciente

Utilizando o livro “Capitalismo consciente” eles apresentam alguns tópicos para uma empresa ser consciente de fato: propósito maior, cultura consciente, liderança consciente e orientação para Stakeholder. Aqui eles compartilham também alguns exemplos de empresas que se encaixam no conceito. Tipo a Reserva, que a cada peça vendida se transforma em 5 pratos de comida viabilizados para quem precisa. ❤ Vale muito a pena assistir o curso e aprender mais sobre cada um desses tópicos e outros pontos importantes ao redor desse tema.

6) Gestão na Dobra

Outro tópico que eles abordaram durante o curso foi o de gestão empresarial, e aí tem vários conceitos, exemplos e ensinamentos que valem a pena conferir diretamente na fonte. Porém, queria deixar aqui alguns exemplos do que eles fazem para gerenciar a empresa a Dobra:

  • Manual de cultura: um guia de comportamento, ideias e tudo o que envolve a empresa. Isso ajuda na independência do funcionário;
  • Salários e distribuição de lucros iguais: até mesmo para os fundadores. Eles mesmo disseram que vários chefes pedem que os funcionários trabalhem como donos, que se sintam proprietários, mas que não ganham tanto quanto, não é mesmo? Por isso fazem essa distribuição igual pra todos;
  • Reuniões de transparência: por tratarem todos com o mesmo nível, eles compartilham tudo o que foi feito com os funcionários, para que eles saibam o que aconteceu com a grana da empresa;
  • Não tem limite de férias: desde que o trabalho esteja organizado, as pessoas podem tirar quantos dias precisarem. E em períodos diferentes, para que consigam descansar quando for necessário para cada um;
  • Comemorações sem fim: manter o hábito de comemorar cada pequena vitória;
  • Contrata-se pessoas, e não cargos: essa é uma ideia que eu gosto bastante, mas não vi de perto na prática. Acredito muito nisso, que as empresas precisam contratar as pessoas mais pelas características de personalidade e que combinam com a cultura da empresa. E depois encaixar as habilidades técnicas dela no time. E é isso o que eles dizem que fazem, o que acho genial. Fica de lição!

Claro que isso não temos como ter certeza de que tudo é feito e que é ótimo para a equipe, certo? Mas, são ideias muito legais de gestão e que acho super válidas para serem levadas pra frente.

7) Impacto Positivo

Por fim, um dos objetivos deles é gerar o impacto positivo através de tudo o que fazem. E podemos destacar uma ação que parece boba ou até mesmo burra, mas faz todo o sentido com o propósito da marca. Já falei dela aqui, mas quero trazer um outro lado. O modelo da carteira de papel disponível no site, principal produto deles, para impressão, ou seja, qualquer um pode baixar e produzir em casa. Apesar de muitas empresas começarem a copiar só pra gerar lucro, isso não fez com que eles mudassem de ideia. Sendo assim, o time da dobra criou o site www.comocopiaradobra.com.br mostrando tudo que eles devem copiar, além da carteira, para que as empresas entreguem esse impacto positivo também.

Entre os pontos que eles apresentam, é legal destacar a produção local. Eles poderiam terceirizar ou produzir na China, no entanto, valorizam a produção consciente e que esse produto seja sustentável (para o meio ambiente e seres humanos), a reciclagem para descartar os resíduos corretamente e reutilizar o que for possível, embalagens úteis para reduzir a quantidade de lixo, etc.

Bom, isso é um pouco do que aprendi lá no curso da Dobra. Obrigada ao time por ter disponibilizado esse material, ajudou muito a ocupar a minha cabeça durante os primeiros dias da crise e a ter vontade de trabalhar mais no meu próprio negócio. ❤

Alguém aí também fez o curso? O que vocês acharam?

5 documentários que todo freelancer precisa assistir

Todo freelancer precisa de um elemento chave para trabalhar: criatividade. E quando esse elemento nos falta é sinal que o nosso cérebro precisa de novidade. Precisamos dar uma atualizada no nosso sistema, então, é hora de escolher seu formato de conteúdo favorito: seja livro, filme, série ou documentário, consuma coisas novas. É o melhor que você pode fazer pelo seu processo criativo. Sendo assim, resolvi indicar aqui alguns dos meus documentários favoritos e que me ajudaram a ficar mais inspirada.

Abstract

Vou começar roubando um pouquinho ao indicar um série documental e não somente um documentário rs. Mas a sua maratona agradece, né? São duas temporadas e cada episódio mostra um pouco do processo criativo de artistas na área de design. É muito encantador acompanhar esses bastidores e ver resultados incríveis nascendo. Vale muito a pena assistir.

Seguindo os fatos

Outra série documental que vai ajudar muito a instigar sua criatividade. Quando estou produzindo conteúdo, uma das coisas que mais me atrapalham – mas já achei que ajudaria – é procurar ler coisas sobre o tema. A verdade é que costuma funcionar justamente de forma contrária: quanto mais diferente for o assunto, mais ideias inovadoras vão surgindo. Então, aproveite para consumir coisas legais e totalmente opostas do seu nicho. Por essa razão, essa série é perfeita para isso, pois ela traz assuntos totalmente diversos. Seguindo os fatos é uma série de três temporadas do Buzzfeed, que mostra reportagens super interessantes de variados temas. Desde ASMR até direitos masculinos. 

Fyre Festival

Um documentário que se tornou um dos meu favoritos em 2019. Ele mostra os bastidores do fracasso de um festival de música que ficou mundialmente conhecido pelo ótimo marketing, e acabou se tornando um dos maiores desastres da história devido a falta de organização. Muito interessante e tenho certeza que vai trazer vários insights, principalmente se você trabalha com marketing.

O sal da terra

Um dos documentários que amei assistir durante a faculdade de jornalismo, “O sal da terra” mostra um pouco da trajetória de um dos fotógrafos mais renomados do Brasil e do mundo: Sebastião Salgado. Eu acredito que todo mundo precisa assistir ele, e sei que muitos freelancers trabalham com imagem, fotografia, design, então, achei mais do que necessário incluí-lo nessa lista.

Como o cérebro cria

Um documentário curto, de apenas 50 minutos, porém bem aproveitados. Resumidamente, um neurocientista explora o processo criativo de alguns profissionais, e explica como funciona essa parte do nosso cérebro, mostrando 3 pilares de como estimular nossa criatividade. Uma grande dose de inspiração, inclua na sua maratona ou até mesmo antes de começar o dia de trabalho, para já iniciar com o cérebro fritando. 

E aí, curtiu as indicações? Quais outros documentários mereciam entrar nessa lista? Deixa aqui nos comentários!

Preciso fazer contrato para trabalhos como freelancer?

Não é uma obrigatoriedade, mas fazer um contrato só traz vantagens. Percebo que essa é uma dúvida e um problema bem frequente no universo dos freelancers. Muitos profissionais aceitam trabalhos e não fazem contratos. E hoje quero compartilhar aqui um pouco da minhas experiência e algumas razões para você não fazer mais nenhum trabalho sem documentar. Bora lá?

Como eu aprendi a valorizar os contratos

Primeiro de tudo, que começar dividindo um pouco sobre como entendi a importância de um contrato. Tudo começou já no meu primeiro freela. Eu até tinha contrato, mas não analisei muito bem e um tempo depois, quando dispensei o cliente, percebi que não tinha nenhuma cláusula que me autorizasse a divulgar em meu portfólio os textos que produzi para o site da empresa. Uma pena, foram mais de 50 artigos e era um projeto bem legal. Mesmo pedindo autorização depois, eles nunca retornaram.

Quase na mesma época, tomei um susto com outro cliente. Era uma empresa que tinha me pedido pra fazer o primeiro mês do gerenciamento de redes sociais sem contrato, só para testar. Eu topei, era indicação de um amigo e ele confiava no dono da empresa. Mas, quando passou o período de teste, enviei o contrato e eles nunca assinavam. Eis que, um belo dia, eles enviaram um e-mail cancelando todo nosso trabalho. Eu tive que brigar bastante para eles pagarem pelo menos pelo que tinha sido feito, desconsiderando a multa – por ter cancelado de uma hora para outra sem justificativa. E também perdi aqui mais um cliente para divulgar no meu portfólio. 

Enfim, finalmente aprendi e nunca mais fechei um trabalho sem contrato, mesmo que seja de um mês ou algo “pequeno”. Sem ele, a chance de um cliente não nos pagar ou atrasar o pagamento (e não acertar os juros), cancelar o acordo no meio do processo, não deixar a gente divulgar o trabalho em portfólio e etc. é muito maior. O contrato traz estabilidade emocional para fazer um trabalho ainda melhor, então, não tem motivo para não fazê-lo. 

5 razões para formalizar seu trabalho com contrato

1 – Segurança para o pagamento

Uma das coisas mais importantes do contrato é definir quanto custará o serviço, qual o prazo de pagamento e como ele deve ser feito. Outra coisa essencial é incluir juros e multa. Juros para o caso do seu cliente atrasar o pagamento, e aí isso provavelmente irá te prejudicar a pagar as suas próprias contas, podendo deixar você com grande prejuízo. E a multa é para garantir o cumprimento do contrato. Algumas pessoas não incluem, mas, para minha segurança é algo importante e eu cobro sim multa em caso de cancelamento.

2 – Propriedade intelectual

Quem trabalha com texto, foto, edição de vídeo, entre tantas outras coisas sabe que ter os direitos autorais resguardados é fundamental. Principalmente para quem trabalha de forma independente, afinal, vai ser a nossa comprovação de experiência. Sendo assim, faça questão de ter contrato, nem que seja só para você poder divulgar tranquilamente o seu trabalho por aí e atrair novos clientes.

3 – Delimitação do trabalho

Sempre digo que uma das maiores vantagens de ser freelancer é não ter que aceitar tudo, como dentro de uma empresa em que você é contratado para uma coisa e faz mais outras 300. Desse modo, faça bom proveito dessa vantagem. Quando fechar um trabalho, descreva tudo o que será entregue por você. Isso diminui muito as chances de abusarem do seu tempo e conhecimento. No meu contrato deixo explícito também que qualquer coisa feita a mais vai gerar novos custos para o contratante, e ele será notificado previamente sobre o novo valor.

4 – Organização de prazos

Uma das piores coisas quando um cliente entra em contato é quando diz: “é pra ontem” e espera que você pare toda sua vida para atendê-lo o mais rápido possível. Essa é outra grande vantagem do contrato, antes de iniciar o trabalho vocês já combinam quando serão feitas as entregas e deixam isso registrado. Para ninguém perturbar sua paz antes da hora. E isso definitivamente ajuda todo mundo, os clientes ficam alinhados com seu tempo de produção e você não morre de ansiedade e desespero.

5 – Credibilidade

Por fim, quero só dizer que dá muita credibilidade ter um contrato. O cliente percebe que seu trabalho é correto, que você é um freelancer sério e já fica uma boa impressão logo no começo. Óbvio que alguns vão tentar passar a perna e fugir do contrato, mas aí é você que precisa tomar a decisão. Se ele resistir em assinar contrato, você precisa entender se: é alguém que você confia que pelo menos vai te pagar e respeitar prazos? Então ok, dai é só aceitar que talvez você não possa divulgá-lo. Se for algum cliente novo, eu recomendo cair fora. E não tenha medo de dizer não. Mesmo que você precise do dinheiro, é pior trabalhar e não receber, concorda?

Quero deixar bem explicado também que, sim, em alguns casos para uma ação jurídica, por exemplo, mensagens e prints podem bastar como provas. Mas e se você perder o celular? Se der pau no Whatsapp? Se em uma limpeza você acabar apagando? Pensa bem, vai ser uma dor de cabeça que você pode evitar com a documentação adequada. Ou seja, deixa a preguiça de lado e bora elaborar um contrato.

Na Internet tá cheio de modelos prontos, como esse do Freela Zip; pesquise, altere e revise. Se puder pagar, peça também a revisão de um profissional de Direto. E pronto, é só ir alterando para os próximos clientes. Vai dar trabalho uma vez, mas vai te dar muito mais segurança. E se você precisar recorrer na justiça, vai ter tudo bem certinho e documentado. Seu advogado agradece e seu “eu” do futuro também.

Mas e aí, me conta os casos e tretas de vocês sem contratos ou pra vocês isso nunca foi um problema?