10 dicas essenciais para quem quer começar a ser freelancer

Você quer fazer freelas, mas não sabe como começar? Então você está no lugar certo! Neste post eu vou compartilhar com você as principais dicas para ser freelancer. Olha, eu demorei mais de um ano para aprender, então, meu anjo, isso aqui é um tesouro de experiência. 

Leia tudo e não demore tanto tempo, como eu demorei, para colocar tudo em prática! Tenho certeza que isso vai ajudar muito no seu trabalho e objetivo de começar a ser freelancer. Seja para complementar a renda ou para viver de freelas, combinado? Espero que dê tudo certo. 

1) Avisa todo mundo que você é freelancer

Photo by Volodymyr Hryshchenko 

A minha primeira dica não poderia ser diferente, se você quer começar a fazer algum trabalho autônomo, precisa contar para todo mundo. Quem está do nosso lado pode nos ajudar a encontrar essas oportunidades de forma muito mais rápida.

Seus amigos e amigas podem ajudar te marcando nas vagas que passar nos feeds das redes sociais deles; seus colegas de trabalho podem te indicar para outros contatos profissionais; seus professores também podem compartilhar vagas com você. Ou seja, quanto mais gente souber, maiores as chances de te recomendarem trabalho e, consequentemente, te contratarem.

Então, não tenha vergonha de você precisar de algo, de pedir ajuda e indicação. Tem gente que enxerga seu talento e vai te ajudar a começar. Se eu tivesse fingido que minha vida estava ótima, com medo das pessoas me julgarem ou rirem de mim, eu não teria conseguido várias oportunidades incríveis.

2) Faça pequenos trabalhos

Photo by Paper Textures

Meus dois primeiros trabalhos como freelancer aconteceram praticamente juntos e ambos servem de exemplo para “pequenos” trabalhos. Um era para escrever em um site adolescente, um projeto bem legal, mas que a remuneração era bem baixa. Aceitei na hora, era algo para divulgar com meu nome e fazendo 12 textos por mês para eles, eu conseguiria pagar a mensalidade de um notebook melhor para pegar outros freelas. 

O outro, também foi uma amiga do trabalho que me indicou. Dessa vez para um cliente que queria alguém para responder comentários nas redes sociais. Algo que dava até para fazer pela empresa que eu trabalhava na época, mas, apesar de comentar com a minha chefe, foi visto por ela como muito pequeno e sem “valor”. Então, a própria me autorizou fazer como freela, se eu quisesse. Tcharam! Um freela que abriu as portas para vários outros trabalhos para esse mesmo cliente. 

Por essa razão sempre falo: aceite tudo o que puder, que estiver dentro dos seus limites de tempo e conhecimento. Isso vai abrir portas, te dar experiência, conexões e gasolina para continuar buscando o que você realmente quer. Não importa se é algo “pequeno”, desde que te ajude a continuar trilhando sua trajetória.

Tem uma frase da Chimamanda que explica bem isso: “Nem precisa gostar do seu trabalho, você pode apenas gostar do que seu emprego faz por você”. Eu tenho vários trabalhos que são considerados pequenos para outras pessoas, mas pra mim são gigantescos, porque me permitem continuar.

3) Crie uma lista de serviços que você pode oferecer

Photo by Vlad Sargu

Faça uma grande lista com tudo o que você consegue entregar, desde as coisas que sabe mais, até aquelas tarefas que você “quebra um galho”. Minha lista é mais ou menos assim: redação, estratégia para redes sociais, conteúdos para as redes sociais, artigos para blogs, planejamento para blog, vídeos legendados, imagens, interação com público, etc.

Além de ser uma forma de autoconhecimento profissional, listando tudo, você consegue visualizar o tamanho do seu potencial. Tudo o que você já sabe fazer e o que você ainda pode se desenvolver mais. Também dá pra começar a entender quais são os serviços com maior possibilidade de atrair clientes, quais tomam menos tempo e trazem maior retorno… etc.

E uma dica complementar é estudar muito para desenvolver as habilidades não tão bem desenvolvidas e claro, abrir o leque dentro da sua área. Quem é freelancer sabe que, muitas oportunidades diversas podem surgir com um mesmo cliente. Você pode ser especialista em algo, e ter trabalhos complementares. Quanto mais você souber, mais coisas você vai fechando.

4) Pesquise e defina seus preços de freelancer

Photo by StellrWeb

Essa é uma das tarefas mais difíceis e mais importantes. Entender quanto custa o seu trabalho é fundamental. É importante que desde o começo você já pesquise e defina o valor de cada serviço e seu valor por hora também. E assim, quando pedirem orçamento, você já vai ter isso muito mais rápido e padronizado. 

Esse foi um dos meus maiores erros de iniciante! Eu acabava cobrando muito por projeto e dava bastante desconto quando o cliente fechava muitas coisas. Mas, depois de um tempo, isso pode diminuir ou aumentar e fazer com que você fique com uma carga de trabalho desproporcional pelos valores acertados. 

Esse erro me atrapalha até hoje, com os clientes mais antigos. Mas é vivendo e aprendendo, sendo assim, crie sua tabela de preços. Esse assunto é bem complexo e não é o tema principal desse post, desse modo, dá uma lida neste artigo da Rock Content que vai te ajudar.

5) Divulgue seus trabalhos e projetos

Photo by Pablo Martinez 

“Mas Camila, eu já avisei todo mundo”. Sim, mas o objetivo aqui é diferente. No primeiro momento, você avisou meio que pedindo aquela força. Tipo, “gente, me dá uns jobs aí”! Neste tópico a dica é divulgar tudo o que você já fez de legal nessa vida e mostrar que você domina o que faz. Ou seja, mostrar seu portfólio e também criar conteúdo relevante que dê autoridade para você como profissional. Lá no Instagram @gavetadefreelancer eu compartilhei dicas de conteúdos que você pode criar, vou deixar a listinha aqui também, mas confira as dicas de cada tópico lá no post.

  • Compartilhar novidades da sua área
  • Indicar filmes, livros e séries que goste e tenha aprendido sobre o que você faz
  • Mostrar os processos do seu trabalho
  • Indicar as ferramentas que você usa
  • Dividir seus sentimentos, dúvidas e fragilidades

6) Use sites para encontrar novas oportunidades

Photo by Sebastian Banasiewcz 

Eu confesso que ainda não consegui nenhum trabalho através desse tipo de site, então, fica difícil argumentar muito. Todos os meus clientes vieram de indicações, então, não cheguei a testá-los. No entanto, acredito que seja super válido se cadastrar e tentar conquistar novas pessoas através de sites que conectam clientes com prestadores de serviço. Como por exemplo o Workana e 99Freelas. Lembrando também que você pode procurar vagas para freelancers em redes tradicionais como o próprio LinkedIn e o Vagas. Além disso, tem vários grupos no Facebook que podem te ajudar. Dá uma procurada de acordo com o seu nicho, conheço alguns como Feministrampos, Publicidade e Jornalismo – Vagas P/ Profissionais, Indique uma preta, e Vagas Marketing, Publicidade e Comunicação.

7) Faça prospecção de clientes e ofereça seu trabalho

Photo by NEOSiAM 2020 

Além de aparecer e marcar presença nas redes sociais e sites com oportunidades de emprego, é importante você ir atrás dos seus possíveis clientes. Até você ser uma pessoa muito requisitada, tem um longo caminho, não é mesmo? 

Bom, e como fazer isso? Algumas dicas rápidas: procurar por empresas e perfis no Instagram que você gostaria de trabalhar; buscar no Google por comércios próximos à você; stalkear o concorrente dos seus concorrentes (por exemplo, se um colega seu presta serviços para uma loja de plantas, pode ser que você consiga oferecer para outra loja de plantas o seu serviço, mostrando o que o concorrente dela anda fazendo…), etc. 

Faça uma busca e liste possíveis clientes e depois, é só entrar em contato oferecendo seu job, mostrando seu portfólio ou currículo. 

8) Tenha um modelo de contrato validado por advogados

Photo by Markus Winkler 

Mesmo trabalhando quase sempre com indicações, eu já tive alguns problemas por não ter contrato assinado. Bem no começo como freelancer, tive que deixar alguns trabalhos fora do portfólio por não ter contrato com o cliente, e isso me prejudicava bastante, afinal, eu não tinha muita coisa para mostrar. Sendo assim, um dos meus conselhos mais preciosos é buscar por um modelo de contrato para o seu tipo de trabalho (tem muita coisa disponível gratuitamente, é só dar um Google), adaptar e, se possível, validar com um advogado. Mesmo que no começo você não possa tirar suas dúvidas com um profissional, use um pronto para garantir o pagamento na data certa e também os direitos autorais do seu trampo. Tem muita gente que não dá bola, mas eu acredito que vale muito a pena. Até para profissionalizar direitinho seu serviço. E quando um cliente resistir muito em assinar, pode esperar que vem problema, viu?! 

9) Abra o MEI 

Photo by Joanna Kosinska

Se você realmente que abrir muitas portas, vai precisar ter um CNPJ. Eu sei que isso também gera um gasto mensal que num primeiro momento você pode não ter como pagar, mas, assim que possível, faça esse investimento. 

Você só poderá prestar serviço para empresas se emitir nota fiscal, ou seja, é ter o CNPJ e o melhor caminho é sendo MEI (pelo menos enquanto você não atingir o valor máximo da categoria). É bem rápido e simples de abrir sua empresa, só acessar o Portal do Empreendedor e se cadastrar.

10) Faça freelas paralelamente ao seu trabalho

Photo by Jakub Dziubak 

Por fim, uma dica que não vai se aplicar a todos, mas que eu recomendo a quem puder fazer. Se você está sem trabalhar, obviamente já deve começar a procurar pelos seus freelas e ocupar seu tempo com os projetos que surgirem. Mas, caso você ainda tenha um trabalho formal, tente conciliar inicialmente com os freelas. 

Na minha transição, eu fiquei 3 meses trabalhando com freelas e no meu trabalho CLT. Na época eu virava noite trabalhando, ia até as 3h da manhã e acordava às 06h pra ir para empresa. Não era saudável, foram muitas xícaras de café e energético, mas foi por pouco tempo. O foco era conseguir comprar um notebook para garantir que eu pudesse atender mais trabalhos no futuro. Então, juntei uma parte e dei de entrada, e o restante parcelei.

Quando eu comprei o notebook, comecei a negociação no meu serviço, vi que não ia conseguir o salário que eu queria na época (eu tinha sido efetivada, mas ganhava o mesmo que quando era estagiária na mesma empresa). Felizmente, os freelas logo superaram o valor que eu recebia lá, então, foi hora de dizer adeus e começar minha jornada. Enfim, resumindo, não larga tudo de uma hora pra outra. Mesmo sendo difícil, ter planejado minimamente o que fazer e ter tido calma e paciência foi essencial para eu não surtar.

Ufa! Gostaram das dicas? Eu espero de verdade que ajude você que está começando. Seja bem-vindo à essa comunidade de freelovers e continue acompanhando o blog, lendo os outros artigos e trocando ideias com a gente. Deixa nos comentários a sua dúvida ou dica sobre ser freelancer.

Autor: Camila Mabeloop

Oi, meu nome é Camila Mabeloop. Sou jornalista, paulista, vegetariana e uma típica libriana, cheia de dúvidas. Mas algumas coisas são certas: sou apaixonada por livros, filmes, séries, chocolate e por passar horas CRIANDO.

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